Relatório Semestral - JUN/2009
Este relatório tem por finalidade divulgar os aspectos considerados relevantes relativos a Riscos Operacionais no
Grupo Cetelem/BGN.
Conceito
Consideramos Risco Operacional aquele que tenha conduzido ou possa conduzir a perdas, ganhos ou custos de oportunidade, em decorrência da falha ou inadequação de qualquer processo interno (envolvendo pessoas, sistemas e outros) ou de eventos externos e inesperados.
Estrutura / Ambiente
Em linha com os princípios de Governança Corporativa e aos preceitos da Basiléia (Acordos I e II) o
Grupo Cetelem/BGN possui uma área dedicada, com políticas específicas, bem como possui processos, ferramentas e controles apropriados para a gestão dos Riscos Operacionais.
A área de Risco Operacional passou por mudanças em sua estrutura ao longo do 1º semestre de 2009, sem prejuízo do processo contínuo de aprimoramento do nosso ambiente de controles internos.
Em Maio/09, uma representante de nossa Matriz na França, ministrou treinamento em São Paulo para toda a equipe, onde foram apresentados e discutidos assuntos relacionados a risco operacional, incidentes potenciais e registros de perda no Orex (Sistema de Gerenciamento de Incidentes utilizado pelo Grupo BNP Paribas) a fim de uniformizar as informações. O sistema Orex será substituído pelo Forecast (Full Operational Risk & Control Analysis System), com previsão de implantação em Setembro/09. Este sistema foi projetado para aperfeiçoar os mecanismos de armazenamento de informações referentes ao risco operacional e controle permanente, estando entre as suas principais melhorias:
- Maior consistência entre o modelo de Incidente Potencial e a metodologia do risco operacional (causa, evento, efeito, controle)
- Melhorias de desempenho
- Leiaute mais amigável e intuitivo
- Otimização das funções de relatórios
- Flexibilidade para evoluções funcionais
Cultura
O
Grupo Cetelem/BGN entende que a adequada gestão do Risco Operacional está diretamente relacionada com o comprometimento de todos os colaboradores e nesse sentido investe constantemente na disseminação da cultura em todos os níveis da Instituição, buscando incutir entre seus colaboradores uma consciência mais preventiva do que reativa, evitando a exposição da Instituição a esses mencionados riscos.
No final do 1º semestre de 2009, a equipe de Risco Operacional realizou uma apresentação para os experts da Cetelem, com o objetivo de esclarecer e obter patrocínio das principais áreas da empresa para a realização de transformações pelo qual o
Grupo Cetelem/BGN necessita passar para se adequar a metodologias mais avançadas de alocação de capital na parcela de Risco Operacional, conforme preconizado no Novo Acordo da Basiléia (Basiléia II).
Assim como os experts do
BGN já fazem, a partir de Julho/09 os experts da
Cetelem passarão a reportar os incidentes operacionais identificados em suas áreas.
Alocação de Capital
O acordo da Basiléia II estabelece como medida para proteger a solvabilidade das instituições financeiras e as partes envolvidas em seus negócios, a necessidade das Instituições alocarem uma parcela de seu capital com vistas a fazer frente a eventuais prejuízos operacionais.
O
Grupo Cetelem/BGN, no 1º semestre de 2009 manteve a posição conservadora quanto ao capital regulatório a ser alocado para fins de riscos operacionais segundo a metodologia de abordagem básica (BIA - Basic Indicator Approach), por considerar que continua sendo a mais apropriada em função do atual cenário global, do nível de atividade e segmento de atuação e do estágio dos controles.
É objetivo permanente do
Grupo Cetelem/BGN aprimorar continuamente a qualidade da gestão de riscos e atingir padrões que possibilitem a migração futura para metodologias que permitam alocar parcela menor de capital que a exigida pelo método básico atualmente adotado.
Plano de Continuidade dos Negócios
Com a publicação da Resolução 3.380 do Banco Central, as instituições financeiras brasileiras passam ser obrigadas a ter uma política de Gestão de Risco. Uma das premissas dessa resolução é a existência de um “Plano de Contingência de Negócio”, que assegure as condições de continuidade de suas atividades, evitando assim uma paralisação prolongada que resulte em prejuízos para a organização e clientes.
O Plano de Continuidade foi desenvolvido em duas frentes de atuação, uma voltada para manutenção das atividades avaliadas como críticas (PCA) e outra focada na disponibilidade dos sistemas transacionais (DRP).
O "Plano de Continuidade das Atividades" é um documento que contém procedimentos e guias, para recuperar e restaurar recursos e processos rompidos para seu status operacional, considerado normal e dentro de um tempo aceitável. O objetivo desse plano é reduzir as conseqüências de uma ruptura para um nível aceitável, através da execução de procedimentos pré-estabelecidos de recuperação e continuidade dos processos críticos identificados durante o mapeamento das áreas. O
Grupo Cetelem/BGN possui PCA devidamente documentado, sendo a área de Compliance responsável pela documentação, atualização e testes.
O DRP (Disaster Recovery Plan) tem a missão de planejar, sincronizar e treinar as equipes técnicas de TI para dar suporte e continuidade aos serviços nas situações de desastre ou força maior que venham ocorrer no Centro de Tecnologia do
Grupo Cetelem/BGN. Foram realizados testes no decorrer do 1º semestre de 2009, sendo o departamento responsável a Produção (TI).